MASKS é apresentado nas Jornadas dos Encontros de Rituais Ancestrais em Bemposta (Mogadouro, Portugal) durante um dos mais importantes desfiles de máscaras da Península Ibérica organizado pela AETC Duero-Douro.
Realizou-se no dia 24 de fevereiro o IV Encontro de Rituais Ancestrais, um grande desfile de grupos de máscaras em que participaram 73 comitivas, algumas delas musicais, das quais 34 portuguesas e 36 espanholas, de diferentes regiões dos dois países. Participaram como convidados ilustres os Survakari de Elov Dol (Bulgária), os Su Bundhu de Orani (Itália) e os Urthos e Buttudos de Fonni (Itália).
Neste contexto lúdico, a coordenadora de MASKS, a professora Pilar Panero da Universidade de Valladolid, explicou aos presentes que estamos a iniciar um projeto viável, com muitas possibilidades, concebido para unir forças. Em suma, MASK é um projeto apaixonante porque a sua matéria-prima, a máscara, é um elemento de união que ultrapassa todas as fronteiras.
A conferência, moderada por Márcia Barros (Vereadora da Educação e Cultura da Câmara Municipal de Mogadouro) contou ainda com a presença de Iglika Mishkova (Professora e curadora do Instituto de Etnologia e Estudos de Folclore com Etnografia - Academia de Ciências da Bulgária / Museu Nacional de Etnografia, Sofia, Bulgária), Antero Neto (autor de várias monografias sobre os bailes de máscaras de Trás-os-Montes) e Carlos Ferreira (artesão de máscaras e Administrador-Delegado da Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte em Bragança).
Panero sublinhou que a MASK será útil para reforçar a visibilidade, estimular o inventário, sensibilizar para a importância de desenvolver acções de salvaguarda e divulgação. A máscara é um elemento capaz de valorizar e sustentar as actividades locais, num contexto de globalização, em que as zonas rurais são agora consideradas como paisagens culturais ricas e em que a produção artesanal pode ser vista como um meio de crescimento e fixação da população. O objetivo mais importante é, no entanto, a criação de parcerias responsáveis com instituições regionais, associações empresariais e organismos de preservação do património, de forma a consolidar a máscara e o disfarce como um espetáculo ritual. O professor António Tiza, diretor da Academia Ibérica da Máscara, também esteve presente no encontro.
Agradecemos à AETC Duero-Douro, que desenvolve um conjunto de iniciativas que visam divulgar as tradições e a cultura do nosso povo junto dos cidadãos, o convite para apresentar o nosso projeto a especialistas e grupos que preservam este tesouro patrimonial.




